Filosofia & Teologia: Da Antiguidade à Pós-Modernidade
A relação dialética entre razão, fé, metafísica e revelação no diálogo entre o cristianismo e as principais correntes do pensamento ocidental.
A recusa tanto do racionalismo autônomo quanto do fideísmo cego: a razão como dom ministerial sob a luz da revelação.
O mito moderno de que a fé religiosa exige o suicídio do intelecto desmorona diante da história do pensamento cristão. A tradição reformada nunca combateu o uso rigoroso da lógica, da ciência ou da reflexão crítica. O que ela combateu foi a presunção idólatra da 'razão autônoma', que se erige em juíza suprema do Criador. Quando iluminada pela graça, a razão floresce em sua mais sublime capacidade.
“Compreende para crer, crê para compreender.”
— Agostinho de Hipona, Sermões (43.9)A relação dialética entre razão, fé, metafísica e revelação no diálogo entre o cristianismo e as principais correntes do pensamento ocidental.
Longe de ser uma traição racionalista ao espírito bíblico dos primeiros reformadores, a Escolástica Reformada representou o período de maior sofisticação metodológica e clareza analítica da ortodoxia cristã.