Teologia ReformadaArtigo10 min de leitura

A Santidade de Deus como Princípio Arquitetônico da Teologia

A reflexão teológica que perde de vista a pureza transcendente de Deus inevitavelmente corrompe a compreensão da graça, do pecado e do culto cristão. Um tributo à clareza bíblica de R. C. Sproul.

Prof. Marcos ValenteProfessor de Teologia Sistemática

A Crise Contemporânea da Banalização do Sagrado

Um dos maiores males que assolam o cristianismo ocidental é a domesticamento de Deus. Ao transformá-lo num conselheiro amigável e terapêutico, esvaziou-se a alma humana daquele temor reverente que as Escrituras declaram ser o princípio da sabedoria (Pv 1:7).

Em *A Santidade de Deus*, R. C. Sproul resgatou com insuperável contundência a visão que abalou Isaías no capítulo 6 de sua profecia: diante do *Santo, Santo, Santo*, a única resposta legítima da criatura finita e pecadora é exclamar: *'Ai de mim! Pois estou perdido'*.

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A Graça só é Espantosa onde a Santidade é Infinita

Quando a santidade de Deus é obscurecida, a graça torna-se barata e o evangelho vira mera psicologia de autoajuda. Somente quando contemplamos a aversão absoluta de Deus a todo pecado é que podemos compreender o horror inaudito do Calvário, onde a ira santa do Pai foi plenamente propiciada pelo sacrifício voluntário do Cordeiro sem mancha.

*"A santidade não é apenas um dos atributos divinos; é a beleza gloriosa que qualifica e resplandece em todos os Seus demais atributos."* — R. C. Sproul
Sobre o Autor

Prof. Marcos Valente

Professor de Teologia Sistemática. Pesquisador e articulista vinculado ao Instituto de Filosofia Reformada.

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